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A newsletter não é mais aquela, olha a cara dela
Dá pra ver no navegador também
Essa mensagem se autodestruirá em 5 segundos. Ou não.

<<First Name>>, é nóis.
Deixa eu te contar da minha vida. Eu tinha resolvido mudar pra outra plataforma de edição de newsletter, já que volta e meia a Tiny Letter dá pau. Essa outra (chamada Revue) era bem mais bonitinha, gratuita até 200 assinantes, deixava colocar cabeçalho personalizado e botões de compartilhamento em redes sociais. E as deusas sabem como eu não me incomodaria com uma publicidadezinha que me conseguisse mais leitores.
E aí depois que eu já tinha importado contatos, arrumado o cabeçalho e já estava quase finalizando a edição, eu descubro que o Revue não aceita gifs animados. Uma newsletter sem gif, como você sabe, é tipo eu sem celular, Buchecha sem Claudinho, etc.
Voltei pra Tiny Letter com o rabo entre as pernas, já me conformando com o feijão com arroz de antes. Até que eu tive uma ideia genial: e se eu tentasse o Mail Chimp, que é gratuito até sei lá quantos mil assinantes?
Mail Chimp é avançado demais, eles disseram. É só pra quem tem pós em computação e estágio como Jedi. Impossível para as mentes comuns.
Fui conferir, e não vi realmente nada de mais, pelo menos pra quem já tem alguma experiência editando blog. Achei praticamente a mesma coisa. Não é tão molinho como Tiny Letter, mas em compensação, me deixa copiar e colar textos de outros lugares sem desconfigurar tudo. Meus nervos agradecem.
Então, ficou o Mail Chimp. Se um dia eu chegar no limite de assinantes pro plano gratuito, pode apostar que eu vou começar a passar a sacolinha.
Se você conseguiu abrir direitinho, e ler sem problemas, me mande um e-mail. Se achou que tá um lixo, me mande um e-mail também. E se você não conseguiu receber, bom, eu não tenho nada pra te dizer, porque você não vai estar lendo.
Espero que esse seja o começo de uma bela amizade e postagens mais tranquilas.
E vai desculpando a bagunça, ainda tô arrumando as coisas. Sabe como é mudança.
E pra não faltar a referência marroquina...


                         

 
Aniversário de 63 anos do meu pai no mês passado
Todo mundo me pergunta o tempo todo, o tempo todo, o tempo todo quando eu vou ter filhos. Incrível como a questão vem rápido, mesmo de pessoas que eu mal conheço. E você já deve ter reparado no quanto isso me aborrece, visto que eu escrevi dois textos sobre isso semana passada.
Daí que eu acabei elaborando uma resposta em uma das vezes em que fui visitar meu pai na casa de repouso. Lá tem algumas senhoras simpáticas, e com o espírito enxerido de vozinha, que me fazem constantemente essas mesmas perguntas.
Como eu não vou ser rude com pessoas idosas, acabei bolando uma resposta: eu não preciso ter filhos, eu já tenho um, que é meu pai.

Funciona perfeitamente, porque elas acompanham o trabalho que ele dá. E com outras pessoas funciona pelo fator culpa, elas ficam tão constrangidas de o Alzheimer ter vindo à tona em sua até então agradável inquisição que bate o constrangimento e elas mudam de assunto.

E pensando bem, meu pai é como um filho sim, mas um filho diferente. Um filho que eu não posso mencionar em todas as minhas conversas, como os pais normalmente fazem, porque isso perturba a descontração do ambiente.
Eu não posso ficar me gabando de que ele parou de ter crises, ou que lembrou o que significava "poliglota", ou mesmo que ele fala que me ama em quase todas as vezes que me encontra. Algo me diz que uma foto dele jamais ganharia 350 milhões de likes no Facebook, como as fotos de crianças.

Essa semana eu precisei levar ele pra Salvador, pra uma perícia de trabalho. Fui em um dia e voltei no outro, pra minimizar o tempo em que ele ficaria em um lugar estranho.
Já no aeroporto vem aquela dificuldade, meu pai tem medo de ficar sozinho em qualquer ambiente, o que inclui banheiros de lugares públicos. Felizmente Lucas ficou com a gente até a hora do embarque e pôde servir de acompanhante. 


Eu preciso ficar em estado de atenção constante, pra não perder de vista nem ele nem a mala. E tenho que acalmar ele no vôo o tempo todo, dizendo que estamos quase chegando.
Parece até que ele resolveu se vingar de quando eu também perguntava a mesma coisa, naquelas longas viagens de carro de quando eu era pequena.

No dia seguinte chegamos atrasados no lugar da perícia, porque é bem difícil ajudar meu pai a tomar banho e se vestir. Não que ele já esteja na fase de ficar totalmente dependente, mas um dos remédios que ele toma tem como efeito colateral rigidez nos membros.
Se Thaís não estivesse lá também pra dividir a tarefa comigo, acho que eu nunca teria conseguido sair daquele quarto de hotel.

Meu pai também é engraçado, e solta umas pérolas de vez em quando. Eu brinquei que a gente deveria se livrar de Thaís, e ele disse rindo que ela "poderia nos ser útil no futuro". Ele usou aspas aéreas pra falar de uns colegas de trabalho que ele odiava.
Quando eu precisei ir no banheiro com urgência, deixando ele sentado sozinho numa cadeira de aeroporto, ele disse que tinham sido os minutos mais compridos da vida dele. Ele também me reprimiu quando eu quis comprar um beiju no aeroporto de Salvador, porque isso é comida de feira.


E ele sempre me estende a mão quando andamos juntos, já que só dedos bem entrelaçados trazem segurança. Se eu preciso soltar por algum motivo, ele fica lá, com a mão estendida, esperando eu pegar de volta. No tempo que ele passou aqui em casa eu colocava ele pra dormir todos os dias, e no dia em que ele lembrou de quando a mãe dele fazia a mesma coisa (com o bônus de obrigar a rezar), eu tive que ir pro outro quarto chorar.
Ao contrário do que acontece com as crianças, meu pai só vai piorar com o tempo, ficando cada vez mais dependente e vulnerável. Eu sei que vai chegar o dia em que ele não vai mais me reconhecer, nem vai conseguir fazer as coisas mais básicas sem ajuda. Ele vai seguir num caminho inverso, até voltar a ser um bebê de novo. E eu vou estar com ele até o fim, como não pude fazer pela minha mãe.
Enquanto provavelmente ouço que eu nunca vou saber o que é o amor verdadeiro, por não ter tido filhos.


 
Sem querer ser clichê, mas essa foi uma semana de encontros e despedidas. Foi também uma semana de ir pra o longínquo Aeroporto de Confins todos os dias, já que na terça eu fui pra Salvador e na quarta eu já voltei. 
Na quinta eu fui pra lá encontrar a minha miguxete fofolete querida Dorinny, que fez uma conexão em BH antes de seguir pra Belém. Somos amigas há mais de 15 anos, e às vezes eu custo a acreditar que só fomos realmente colegas de sala por seis meses, no segundo semestre de 2000.
Naquele tempo eu era só uma jovem CDF comunista apaixonada pelo professor de literatura e levemente assediada pelo professor de história. E Dorinny era apaixonada por...deixa pra lá :P
Foi um encontro bem rapidinho, mas que valeu cada minuto. Espero que a gente não fique mais dois anos sem se ver.
E  na sexta foi a vez de levar Leidiane e Flávio (também conhecidos como "Pequenos", porque esse é o sobrenome do Flávio) no aeroporto. Eles vão fazer um ano de pós doc (a Leidiane) e doutorado sanduíche (o Flávio) no Canadá, e estão entre animados (o Flávio) e aterrorizados (a Leidiane).
Eles eram parte dos nossos amigos pra chamar a qualquer hora, principalmente quando Lucas precisava jogar com urgência. Meu marido é um viciado em jogo de tabuleiro, não sei se você sabe, <<First Name>>. E não existe AA pra isso.
Mas eles também vão fazer muita falta por serem divertidos, e solícitos e fãs de Hora de Aventura (só o Flávio, na verdade). 
Mas a causa é boa, o Canadá é massa e eu sei que esse vai ser um tempo maravilhoso pra eles. E mal posso esperar pela muamba que vão trazer :D
 
E pra entrar no clima, eu deixo com você as minhas fotos super felizes de Carnaval. Minhas tias costureiras me faziam de cobaia todo ano. 
Se voce tem algum interesse em me ver feliz, sugiro usar esses botões de compartilhamento aí de baixo. Até mais, <<First Name>>
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