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Newsletter Blogtailors Extra 4 de julho de 2016
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DICIONÁRIO CÍNICO (E SENTIMENTAL) DE UM MANEL E DE UM JOAQUIM NA FLIP

Um alfabeto (só) sobre Paraty (e mais qualquer coisa).
Pelos enviados especiais Paulo Ferreira e Tito Couto.
A — ANA CRISTINA CÉSARSegundo o jornal Público, deveria estar na letra M (de morta). Mas as notícias são manifestamente exageradas: encontramos novas edições da sua obra, um festival que sabe o seu nome de cor é uma cidade aos céus pés. Let the games begin. AUTÓGRAFOS. Após as sessões oficiais, a multidão adensa-se junto do espaço dedicado às assinaturas dos autores. Vimos alguns escritores a alongarem antes de iniciar a jornada e a passarem Voltaren para aliviar as dores da tendinite. 

BBARCOS. Aqui ninguém enjoa com o passeio. E autor que põe pé em piso inseguro fica mais tranquilo quando acompanhado pelo seu editor. 

CCHOPP, CACHAÇA E CAIPIRINHA. Não gostamos de bebida. CASAS. A Flip não é um festival. São muitos. Cada casa tem o seu, que se junta ao oficial. Com festas e animação permanente, as empresas encontram aqui um espaço privilegiado para falar com o público, clientes institucionais, curiosos. E vai mais um chopp. COMPANHIA. Estivemos na festa da Companhia das Letras, que celebrava os 30 anos de atividade. Ninguém quis faltar: Pilar del Río, Adriana Calcanhotto, Lázaro Ramos, Gregório Duvivier, Julian Fuks, Michel Laub, a belíssima Anabela Mota Ribeiro (que no dia seguinte deu show de bola apresentando uma comunicação sobre Machado de Assis). E, claro, Luís Schwarcz, que discursou para anunciar as novas instalações da Alfaguara. Já lá estivemos mas, com uma vista daquelas, não dá vontade nenhuma (mesmo nenhuma) de trabalhar. 

DDAMAS DE FERRO. Energia em estado puro. Quem disse que um festival literário tem de ser uma coisa chata? Vai mais um chopp. E um passo de dança. 

E — EXCESSO DE BAGAGEM. TAP, dá para não cobrar a taxa?

FFESTAS. Publishnews, Companhia das Letras, Libre, todos os motivos são bons pra uma gelada e dois dedos de conversa. Junto à praia, nas casas, nos restaurantes, ou não estivéssemos no país que gosta de tirar o pé do chão. Quem disse que a literatura tem de ser um saco? «FORA, TEMER!»: A frase chave para garantir ovações em Paraty. 

GGAROTA DO IPANEMA. Não é em Paraty, é o antigo bar Veloso que fica na Vinicius de Moraes (só podia) e ali o poetinha escreveu para Helô Pinheiro o famoso hit. Claro que bebemos um chopp em homenagem. Que coisa mais linda. GUARANÁ. Gostamos muito desde que seja Antárctica, Brahma, Skol, Itaipava, Bohemia, Jeffrey ou Stella Artois. 

HHELOÍSA BUARQUE DE HOLANDA. É uma das responsáveis pela homenagem a Ana Cristina César. Sim, acertaram: é ex-mulher de um primo de Chico Buarque. 

I ÍNDIOS CAIÇARA. Foram os primeiros rostos que os Portugueses viram quando cá chegaram. Hoje são eles que trocam coisas coloridas pelo nosso ouro. ISABEL COUTINHO. Isabel, corre corre, já começou a mesa. 

JJOSÉ SARAMAGO. Só falta mesmo que José Saramago seja o próximo homenageado da FLIP. Sabemos que nos estás a ler, Paulo Werneck.

K — KNAUSGARD. Sempre ocupado a escrever tudo o que via e ouvia num papelinho para publicar mais um volume. 

LLIVRARIA DA TRAVESSA. Localizada logo em frente do telão, é uma tentação (haja orçamento). Apresentava estantes organizadas por dias, de acordo com a programação para não nos perdermos, com uma boa seleção de autores portugueses (com a Tinta-da-china superiormente representada, onde livros de Araújo Pereira, mas também a nova coleção de autores portugueses, dá uma bela cor à exposição. Cá como aí, dos livros mais bonitos que vamos vendo). 

MMURIQUI, MANGARATIBA, Sapinhatuba, rio Ariró, rio Jurumirim, rio Bracuí, praia do Iriri, muitos outros sítios. É a viagem (200 e muitos quilómetros, mais de 3 horas) até Paraty, com direito a passagem por duas centrais nucleares (que grande organização, tudo para Svetlana Alexievich se sentir em casa). MIMOS. Animação é coisa que não falta. Fizeram sucesso os mimos. Atuando em grupo, escolhiam um alvo, aproximavam-se e duplicavam-lhe os gestos ao pormenor. Um teste à paciência e ao fair-play de toda a gente.

N — NADA A VER. Dizem que Paraty parece ser uma vila portuguesa. Oi?

O — Off-FLIP.  Desligada só mesmo de nome, a programação expande-se por todos os lados e nomes. A programação complementar da programação oficial é tão ou mais rica do que aquela de que todo o mundo fala. 

P — PARATY. Sem palavras. PQP: Padrão de qualidade de Paraty, dizem-nos. A net é assim-assim. Os serviços são assim-assim. O pessoal da restauração é da mesma forma. Padrão de qualidade de Paraty: não demos por nada. Venha mais um chopp. 

Q«QUE FRIO»: dizem os cariocas de cada vez que o termómetro chega aos 22 graus. QUARESMA. Bar cheio para ver o jogo dos quartos. Dois portugueses de gema e muitos mais a puxar pela seleção. Dos polacos não reza a história. 

R — RICARDO ARAÚJO PEREIRA. Vimo-lo a passar em passo acelerado cheio de sacos. Ignoramos se com livros, se com cachaça. Afinal de contas, não é fácil enfrentar aquela plateia cheia de gente. Mas à saída da sessão, o público era inequívoco: «sensacional». Foi mesmo. (E viva o Benfica.) 

S — SLALOM. Temos uma ideia de negócio para Paraty: montar um consultório de ortopedia. Caminhar na calçada acidentada de Paraty é como fazer uma prova de trial sem ter feito inscrição — uma provação apenas ao alcance de quem tem tornozelos fortes. SUPLEMENTOS LITERÁRIOS. Não há quem não se queixe — os jornais estão a acabar com os suplementos literários. SPOKEN WORD. No princípio era o verbo, mas este ano a Flip deu o pontapé de saída com um sarau de poesia e spoken word, que juntou Chacal e Kate Tempest. 

TTELÃO. Gratuito, ao ar livre, com mais de 400 cadeiras. Não é preciso pagar para ter acesso à programação oficial. O vício fica barato. 

UURUBU. É bicho que se dá bem com escritor e organizador de evento. Não teme a aproximação, mas nunca nos devemos esquecer que estamos a falar de uma ave de mau agoiro. E no entanto ela paira. 

VVENDAS DE DIREITOS. Ou pensavam que só vínhamos cá para ver a banda passar e escrever dicionários? 25 (vinte e cinco) contratos já cá cantam. And counting

W — WELSH. Não temos nada a acrescentar desde que publicou Trainspotting. Ele também não. 

XX-9. No Brasil significa delator (ou queixinhas), o tipo de gente que vai a festivais literários e acaba a fazer abecedários e a contar o que lá se passou. Mas não contamos a ninguém que o Cuenca foi visto a passear com. [Uma pista: ele estava num cemitério.]

YYOUNG AND BEAUTIFUL. Howard Jacobson diz que festival literário é coisa para gente velha. Oi?

ZZIKA. Nem assim os Brasileiros perdem o optimismo (só a economia, a presidenta, a carteira). E, de repente, mosca, barata, aranha parecem bicho tão bonito.


 
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