Copy
View this email in your browser
*Por Jader Pires

Doeu quando os dentes, perfilados em perfeita harmonia, puxaram a pele solta no canto do lábio. Saiu sangue e, mesmo dolorido, estancou o pequeno rasgo com a língua.

Não sabia ao certo se a ferida fora causada pela raiva contida ou só por desatenção que a foto lhe provocara ao impregnar sua cabeça de memórias desagradáveis, apodrecidas.

Olhando a imagem eternizada em filme, sentiu novamente os cheiros, o gosto que ficara da hora que estava entre as pernas, se arrepiou com a lembrança de como os dedos escorriam pelas costas enquanto se dedicava em prazeres.

Queria mais daquilo. Mas não tinha mais.

E daí se mordeu. Não sabia se de raiva ou de vontade.

Um pouco dos dois, talvez.

A conclusão deu ainda mais tesão.

* * *

Que manhã importante e bonita, minha gente!

Estamos, agora, já com mais de 75% do projeto financiado. Três quartos da meta, hein. Já são mais de duzentos apoios, faltando mais de duas semanas dias ainda!

Alegria!

Vem ver aqui no catarse.me/livrodoamor.

Agora é seguir fazendo o trabalho de formiguinha de conversar com pessoas, escutar as pessoas, ver onde o Do Amor faz sentido na vida delas. É assim que a coisa vem andando nos últimos dias.

Bem importante, nessa fase, passar a palavra pra frente. Tem algum amigo que lê a coluna ou algum colega que se interessaria por essas sentimentalidades? Passa o projeto pra ele, veja se ele gostou do vídeo, da capa, das recompensar.

Cada bola, aqui, é um gol.

Beijo pra todo mundo!.

 
Pessoal, olá! Jader falando.

Em São Paulo tá chovendo bastante e há vários dias.

Eu acho uma delícia, tenho uma relação de interesse com a água que cai. Parece bobo, pode ser que seja, mas gosto de ficar pertinho de onde tá caindo a chuva, mas ainda no coberto, pra sentir as gotículas que se formam das gotas que ricocheteiam no chão ou na beirada da janela caírem na minha perna, nos meus braços. É uma sensação gelada e boa. Não sei porque, mas acalma e começa a me dar um processo de lembranças. Começo instantaneamente a pescar memórias afetivas, amores antigos, brigas bobas com quem nem vejo mais.

São bons tempos. Retomar pensamentos escondidos.

 

"Talvez você queira casar com o meu marido" (The New York Times)

Que dor. Que bonita essa crônica publicada no NYT por esses dias.

Bem forte. Começa meio bobo e segue doce, quase infante, mas nesse ponto você já tá morrendo por dentro.

Uma situação pesada levada com muita delicadeza que dá até gosto de sentar pra ler.
 
 

O.J.: Made in America (ESPN Films)

Se tem um pedido que eu gostaria de fazer a cada um de vocês é que assistam este documentário.

Sim, ele tem cinco partes de uma hora e meia cada. Não, não é aquele que tá no Netflix (esse é ficção, é outra parada). Mas vai valer demais, eu tenho certeza.

Uma construção narrativa primorosa, que parte do recorte micro do julgamento do ex-jogador e ator americano e vai perpassando pela relação entre negros e a polícia de Los Angeles para, mais ainda, analisar o panorama racial dos Estados Unidos. Linda a estrutura de como a história é contada e analisada. Triste ver a trajetória de uma grande estrela caindo como caiu. 

E, pra deixar tudo ainda mais foda, esse doc exemplifica muito bem a pós-verdade e a complexidade das informações de hoje, de como precisamos de muitos ângulos para analisar fatos complexos e que provavelmente eles terão diversos espectros.

Esqueça o preto no branco porque o mundo não é assim. 
 
 


Dissecando as relações raciais através do Caso OJ Simpson (três partes)

Pra quem não sabe, a Suzane Jardim é uma pesquisadora e profissional muito legal que fez análises sobre os três principais documentários que concorreram ao Oscar nesse ano: "Eu não sou seu negro", "13° Emenda" e "OJ Simpson: Made in America".

Um amor de pessoa. 

Como eu sei que vocês são pessoas incríveis e assistiram aos três docs, vale demais ler as análises dela, feitas em três partes" aqui, aqui e aqui.

 

"As treze histórias presentes no livro estão repletas do cotidiano, por onde desfilam personagens das mais variadas origens: um vendedor de crack, um político, um casal de idosos e um mágico de circo. As angústias e alegrias experimentadas por todos esses personagens – e que também são nossas – são expressas em situações fortes e incisivas, mas por vezes bem-humoradas, que aproximam o leitor da trama, sem deixar de fora detalhe algum.

Em Ela prefere as uvas verdes, entramos em contato com personagens em momentos surpreendentes de suas vidas. Momentos em que as perdas e os encontros trazem profundas transformações."

Você pode comprar meu livro direto no site da editora ou nas livrarias!
Facebook
Facebook
Twitter
Twitter
Instagram
Instagram
A Meio-Fio é uma publicação semanal do escritor Jader Pires com a missão de levar literatura em doses homeopáticas e uma pequena curadoria de produtos culturais e textos encontrados em publicações nacionais e estrangeiras. Se você gostou destas sentimentalidades, recomende a Meio-Fio para um amigo.

edições anteriores:
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 39 | 40 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 49 | 50 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 59 |

Copyright ©  2017 Newsletter Meio-Fio. Todos os direitos reservados.
Você recebeu este e-mail porque está inscrito na newsletter Meio-Fio (Jader Pires)

cancelar a inscrição    atualizar a assinatura