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Olá, aqui estão as Noticias da Terra N° 14 com as novidades do mês de abril. Enquanto a situação política no país é preocupante, em nível internacional foi dado um grande passo na transição para uma agricultura mais sustentável em base da agroecologia. A FAO realizou em inicio de abril o II Simpósio Internacional sobre Agroecologia, declarando que a revolução verde fracassou e quer agora escalara a agroecologia para alcançar os objetivos do desenvolvimento sustentável.
Estamos trabalhando para oferecer apoio para você nos seus projetos agroecológicos e ainda tem vagas para o curso Campo, Comida & Cidadania, no qual acompanhamos a sua realização. E em breve disponibilizamos um curso sobre certificação orgânica, veja já uma parte da entrevista com Alexandre Harkaly do Instituto Biodinâmico. Vamos avançando e agradecemos pela divulgação da plataforma agroecoculturas e seu apoio! Saudações agroecológicas, Angela e Jaime
O informativo sobre transição agroecologia, 
soberania alimentar e movimentos sociais 
Mais informações www.agroecoculturas.org 

Nº 14 - 30 de abril 2018

 
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Agroecologia é reconhecida pela FAO

Simpósio Internacional sobre Agroecologia da FAO pretende ampliar a escala da agroecologia para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) realizou de 3 ao 5 de abril o II Simpósio Internacional sobre Agroecologia em Roma, um simpósio internacional. O diretor-geral Graziano da Silva abriu o evento, deixando claro que a Revolução Verde, com suas abordagens de curto prazo, unidimensionais e pesadas, em face de ainda mais de 800 milhões de pessoas famintas e crescentes problemas ambientais, fracassou em combater a fome e um caminho sustentável para o futuro deve ser diferente.

Esta crítica da Revolução Verde e do próprio trabalho das últimas décadas desde o topo da FAO não deve ser subestimado em seu significado e efeito. O primeiro simpósio, realizado em 2014, abriu uma janela para a agroecologia, mas agora realmente houve um impacto e a importância da agroecologia dentro e fora da FAO podem ser continuamente aumentados.
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Plenária da FAO  Foto: Stig Tanzmann / Brot für die Welt
A intervenção da organização de produtores e produtoras de alimentos e da sociedade civil no II Simpósio internacional sobre agroecologia 

Delegados e delegadas de movimentos sociais, representando pequenos agricultores e campesinos, pescadores, povos indígenas e tradicionais, se pronunciaram no II Simpósio sobre agroecologia em Roma, defendendo que a Agroecologia não pode ser entendida como um simples conjunto de vídeos tecnológicos e práticas produtivas.
Declararam que “A agroecologia é um modo de vida dos povos em harmonia com a linguagem da natureza. É uma mudança de paradigma nas relações sociais, políticas, produtivas e econômicas de nossos territórios para transformar a maneira como produzimos e consumimos alimentos e restabelecemos uma realidade sociocultural devastada pela produção industrial de alimentos. A agroecologia gera conhecimento local, constrói justiça social, promove identidade e cultura e fortalece a viabilidade econômica das áreas rurais e urbanas.”
Essa visão, princípios e valores comuns da Agroecologia foram acordados no Fórum Internacional de Agroecologia, em Nyéléni, em 2015, e colocados em prática de diferentes maneiras, de acordo com as realidades, culturas, economias e sistemas alimentares locais.
Especialmente as mulheres defendem, que “não somos objetos das políticas que querem nos fortalecer, mas sujeitos ativos da Agroecologia e guardiões da Biodiversidade. Queremos que nosso papel central na produção de alimentos e na reprodução da vida, bem como na economia de nossas famílias e comunidades, seja visível e reconhecido.”
Nesse sentido, a ampliação da escala da agroecologia significa para eles, que cada vez mais pequenos produtores façam as mudanças para a produção ecológica, em base da organização social nos territórios. Os pequenos produtores são um pilar fundamental da Agroecologia, e é crucial garantir os direitos coletivos dos que alimentam o mundo, protegendo o acesso e controle das sementes, a biodiversidade, terra e territórios, água, conhecimento, cultura e os bens comuns.
Frente as crises prolongadas, grilagem de terras, conflitos, ocupações e guerras, assim como a onda alarmante de criminalização e repressão violenta de defensores de territórios e pequenos produtores, homens e mulheres, os delegados e delegadas exigem:
“Implementar processos baseados nos Direitos Humanos, a pedra angular das Nações Unidas e, em particular, da FAO, citando, entre outros, o Direito à Alimentação, as Diretrizes de Posse, as Diretrizes para Pesca, a Convenção 169 da OIT, a Consulta. Livre e Informado, CEDAW e sua Recomendação Geral 34] e o processo da Declaração dos Direitos dos Camponeses e de outras pessoas que trabalham nas áreas rurais da ONU.”
A FAO e as outras agências da ONU devem continuar a fortalecer seu trabalho em Agroecologia, tomando medidas apropriadas para implementar políticas de mercado, compras públicas, treinamento, financiamento e assistência técnica, entre outros, que apoiem organizações de produtores de pequena escala e seus processos em nível local, nacional, regional e internacional.
Fonte: Rocio Romero de MAELA no México
 
Veja todos os documentos da FAO sobre agroecologia
 

Os 10 elementos da Agroecologia
 
Para guiar os países na transformação dos seus sistemas de alimentação e agricultura, para difundir agricultura sustentável em escala grande, e para alcançar Fome Zero e muitos outros objetivos de desenvolvimento sustentável, foram elaborados 10 elementos a partir de seminários regionais de agroecologia da FAO:
Diversidade, sinergias; eficiência; resiliência; reciclagem; co-criação e compartilhamento do conhecimento (descrevendo características comuns dos sistemas agroecológicos, práticas fundamentais e abordagens de inovação); valores humanos e sociais; tradições culturais e alimentares (características do contexto); governança responsável; economia circular e solidária (ambiente propício). Os elementos são considerados como interdependentes.
 
Veja aqui: os 10 elementos da agroecologia guiando a transição para sistemas sustentáveis de alimentação e agricultura (em Inglês)
 
 

Os princípios da agroecologia rumo
a sistemas alimentares justos, resilientes e sustentáveis

Este documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho do CIDSE para a agroecologia e é o resultado da colaboração e do diálogo ao longo do último ano. O grupo é formado pelas seguintes organizações-membro: Broederlijk Delen (Bélgica), CAFOD (Inglaterra e País de Gales), CCFD-Terre Solidaire (França), Entraide & Fraternité (Bélgica), Focsiv (Itália), KOO/DKA (Áustria), MISEREOR (Alemanha), SCIAF (Escócia) e Trócaire (Irlanda).
Está disponível aqui em portugues

 
 

A catástrofe ambiental da agroindústria alemã
Empresas alemãs são responsabilizadas pela destruição de selvas na América do Sul, Mighty Earth, Regnskogfondet e fern acusam a indústria de criação de animais e da produção de ração alemãs, que as altas importações de Soja da América Latina destroem valiosos ecossistemas. Pelo moratório da produção de soja na Amazônia, as grandes empresas mudaram para o Cerrado, ou também para o Chaco, depois do Amazonas o segundo maior ecossistema do continente, que se estende pelo norte da Argentina, oeste do Paraguai e sudeste da Bolívia.
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Veja o relatório (em espanhol) 

 

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Resultados do Global Nutrition Report 2017 apresentados

O Relatório sobre Nutrição global de 2017 foi discutido dia 19 de abril num evento promovido por ONGs alemãs em Berlim, que trabalham em países do sul. 

O Relatório Global de Nutrição de 2017 se concentra em cinco áreas principais e mostra que a melhoria da nutrição pode ter um poderoso efeito multiplicador entre os ODS. De fato, indica que será um desafio alcançar qualquer ODS sem abordar a nutrição. O relatório mostra que há uma excelente oportunidade para alcançar alvos globais de nutrição, enquanto catalisar outras metas de desenvolvimento através de ações de "dever duplo" e "tríplice dever", que combatem a desnutrição e outros desafios de desenvolvimento, pode render múltiplos benefícios entre os ODS.

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Eventos nacionais
 
 IV Encontro Nacional de Agroecologia - ENA

Belo Horizonte (MG) recebe entre os dias 31 de maio e 3 de junho o IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), sob o lema “Agroecologia e Democracia Unindo Campo e Cidade”. Segundo a organização, “a expectativa é que o ENA reúna duas mil pessoas de todos os estados do Brasil”.

A programação do encontro prevê a realização de uma série de atividades, como a feira de sabores e saberes, apresentações culturais, mostra de cinema e debates públicos com momentos internos de aprofundamento de temas mobilizadores, em diálogo com organizações parceiras.

Mais informações
Lançamento

De vuelta a la Tierra

Apresentamos o estudo desenvolvido em base do segundo doutorado de Angela Küster na Universidade de Valencia, transformado agora em livro. Conta a história do surgimento dos sistemas agroalimentares, da agricultura até chegar hoje na encruzilhada entre o caminho do agronegócio, que investe nas monoculturas de cultivos negociados no mercado mundial, utilizando terra, água e os produtos agrícolas somente para fazer dinheiro. Sabemos, que esse caminho termina num beco sem saída. Do outro lado se abre o caminho da agroecologia, com uma agricultura mais sustentável das famílias campesinas. A comunidade dos que acreditam nessa proposta e lutam por ela está crescendo e assim o livro mostra as perspectivas e esperanças que se abriram durante o Governo Lula no Brasil. A última parte do livro avalia as experiências do projeto AFAM – Agricultura Familiar, Agroeoclogia e Mercado no Estado do Ceará, co-financiado pela Comunidade européia e coordenado pela Fundação Konrad Adenauer Fortaleza. O livro está agora disponível em espanhol em livro de bolso e para Kindle.

Atenção: Disponibilizamos o livro aqui em pdf. Pedimos em contrapartida sua avaliação e comentários na amazon. Por favor divulgue! Gratos pela colaboração!
 
Atenção:
Disponibilizamos o livro aqui em pdf.
Pedimos em contrapartida uma avaliação sua na  amazon.com.br.
Por favor divulgue! Gratos pela colaboração!
Cursos online

Certificação para o mercado orgânico
As exigências para a aprovação de produtos ecológicos como “orgânico” são injustas, dificultando o acesso aos mercados para pequenos produtores familiares. Enquanto isso, as empresas do agronegócio estão aplicando toneladas de veneno aos campos e a comida dos brasileiros está contaminada por agrotóxicos, que já são proibidos em outros países.
Mas enquanto as regras são assim, precisa ser enfrentado, formando grupos com os vizinhos e passar pelo processo da certificação, obtendo um selo para poder alcançar outros mercados. Enquanto o selo é somente um documento, o que vale a pena é o processo de organização, de aprendizagem e da construção de uma organização comum, que pode defender seus direitos. Acompanharemos vocês nesse processo, aguarde a promoção do curso para inscrever-se!

Veja aqui o trailer da entrevista com Alexandre Harkaly, diretor executivo do Instituto Biodinâmico, sobre a certificacao por auditoria.
 

Entrevista com Alexandre Harkaly Diretor Executivo do Instituto Biodinâmico (extrato, a entrevista completa será promivida junto ao curso)



Campo, Comida & Cidadania

agroecologia e soberania alimentar

Abrimos para novas inscrições o curso online, no qual vai aprender a praticar o manejo ecológico de agroecossistemas, desenvolver soluções para problemas locais, e desenhar o protótipo de um projeto, que pode ser apresentado no final do curso. 
Nos seis módulos de videoaulas você passa por um processo de aprendizagem, que contribuirá para seu desenvolvimento pessoal enquanto pratica os princípios da agroecologia.

Como assinante você ganha um desconto de 15%, colocando na compra o código agroeco18



 

 
 
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